“Santa Cruz: nossa terra, nossa gente.”

Em 1849, no dia 19 de dezembro, chegaram os primeiros imigrantes alemães para a Picada Velha, em Santa Cruz. Eram 12 pessoas.
Nos anos seguintes, vieram mais levas de imigrantes e a Colônia estava crescendo. Para consumir a produção agrícola, foi criada a povoação em 1854, nascia, assim, o que é hoje a nossa cidade.
Em 1859, a então Colônia foi elevada à condição de Freguesia, dada a sua importância econômica na produção e comercialização de produtos agrícolas.
Em 1878, aconteceu a emancipação política e Santa Cruz passou a ser uma Vila autônoma, elegendo a 1ª Câmara de Vereadores, na época chamados de Conselheiros. O Presidente fazia o papel que hoje cabe ao Prefeito.
Houve um período de grande desenvolvimento e em 1905, com a inauguração da Estação Férrea, o Presidente do Estado do RS, Borges de Medeiros, assinou um decreto elevando a vila à condição de cidade, porque tinha apresentado um grande progresso.
A dedicação ao trabalho, o valor da educação, a religiosidade, a ajuda mútua fizeram os imigrantes vencer na nova terra. Para superar a saudade de sua terra natal, organizaram-se em grupos e atividades culturais e sociais das quais tinham vivência. Surgiram sociedades de cantos, de bolão, de tiro ao alvo, que se tornavam pontos de encontro e convívio.
As famílias se dedicavam aos cuidados dos jardins, razão pelo qual, ainda hoje, a cidade é destaque por seus jardins floridos e ruas arborizadas.
A culinária alemã aqui recebeu um incremento com a mesa farta e as tradicionais cucas. Vários imigrantes produziam a sua própria cerveja.
No campo da cultura, criaram escolas, clubes, fomentando os valores que trouxeram na sua bagagem. O desenvolvimento econômico de Santa Cruz se deve muito ao cuidado com a formação de cidadãos com domínio da leitura, da escrita e dos cálculos matemáticos. A escola ocupou um lugar privilegiado nas terras de Santa Cruz, fruto disso são as escolas centenárias aqui existentes e a própria Universidade de Santa Cruz.
As dificuldades aqui encontradas foram muitas e, para superá-las, tinham a fé e a religiosidade como valores imprescindíveis. Fruto disso temos templos magníficos como a Catedral São João Batista, inaugurada em 1939 e o Templo evangélico em 1924.
A indústria e o comércio ocupam lugar de destaque com o surgimento das empresas familiares que ainda hoje figuram no cenário econômico.
“Santa Cruz: nossa terra, nossa gente” quer celebrar e comemorar estas grandes conquistas no ano em que completa 140 anos de emancipação política e administrativa.
Vamos juntos comemorar este grande legado e reafirmar o nosso compromisso de continuar trabalhando pelo progresso de nossa terra.
A 34ª Oktoberfest – a Festa da Alegria – festeja Santa Cruz e sua história, destacando o espírito empreendedor de sua gente.

Autores: Nestor Raschen e Mártin B. Goldmeyer